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Pecol continua a crescer, conjugando inovação e sustentabilidade.

Com 36 anos de laboração, a Pecol começou por ser uma fábrica de dimensões muito reduzidas especializada em parafusos. Hoje, a sua sede tem cerca de 160.000 metros quadrados. Em 2018, o Grupo Pecol alçançou um volume de facturação de cerca de 85 milhões de euros, dos quais 40% correspondentes à Pecol – Sistemas de Fixação. A preocupação com o meio ambiente e a permanente inovação são uma constante.

Em entrevista ao Diário de Aveiro, o director- geral da Pecol – Sistemas de Fixação, António Novais, revelou, “fomos a primeira empresa em Águeda a ter iluminação ‘led’, ainda os ‘leds’ não eram familiares na indústria. Por volta dessa época, também começámos com a instalação dos painéis solares”.

Sustentabilidade

À data a empresa possui 3600 módulos solares de 1,5MW, com 24 inversores fotovoltaicos perfazendo uma área de implantação de 10.000 m2. A par com a aplicação de painéis solares, a Pecol também tem vindo a apostar na substituição das viaturas da sua frota, por viaturas eléctricas. “A nossa responsabilidade social e ecológica obriga-nos a dar o primeiro passo, que é investir em viaturas eléctricas. (…) Já temos 8 viaturas eléctricas a circular. num total de 80 viaturas”. Justificando ainda, “não temos mais porque os pontos de carregamento que existem, neste momento, em Portugal ainda são muito reduzidos para assegurarmos que um comercial não vai perder 2 horas de trabalho a carregar o carro”. O director considera que a autonomia dos carros ainda não dá garantias de que o comercial possa desempenhar o seu horário de trabalho sem se preocupar com o carregamento da viatura. Até ao fim deste ano, a Pecol contará com 8 pontos de carregamento – 6 no parque industrial de Águeda, mais 2 para as filiais de Braga e Alverca. “Se calhar, o distrito de Aveiro nem sequer tem 8 pontos de carregamento”, afirma.

Porém, a questão ambiental vai muito além da substituição das viaturas. A Pecol aproveita todos os óleos usados, reciclando-os e voltando a utilizá-los. Também tira proveito da água da chuva, destilando-a e utilizando-a para abastecer o depósito da rede de incêndio e para a lavagem dos painéis fotovoltaicos. “Temos uma estação de tratamento para todos os resíduos do nosso processo produtivo. Todo o plástico que estamos a utilizar é cerca de 30% reciclado. Todas as nossas encomendas estão num processo de transição para paletes de cartão, reduzindo o consumo de paletes de madeira, o que significa o corte de menos árvores”, acrescenta.

Detém também uma rede de tratamento de resíduos, onde as águas residuais geradas na instalação resultantes dos processos produtivos são encaminhadas para a ETAR, de forma separativa e de acordo com a sua composição química, onde são sujeitas a tratamentos físico-químicos. Após o tratamento, as águas são encaminhadas para o meio receptor. Quanto às lamas procedentes deste tratamento, estas são encaminhadas para recuperação como destino final, acabando por serem incorporadas no processo de fabrico, eliminando assim o impacto ambiental da sua deposição em aterro.

Juntando a estas medidas, a Pecol está a alterar as caixas de transporte de mercadorias, desenvolvendo mesmo as suas próprias caixas recicladas. Além disto, a empresa ofereceu, recentemente, a todos os trabalhadores – cerca de 700 pessoas – garrafas de vidro para terminar com a utilização de copos de plástico.

Pecol PowerTools “com toda a potência”

Este é o projecto mais recente da unidade empresarial. Recorde-se que em julho, António Novais referiu ao Diário de Aveiro, que “a integração no nosso portfólio de uma gama de máquinas eléctricas pensadas para profissionais surge como uma extensão natural”, garantindo uma enorme necessidade de desenvolver máquinas que garantissem a performance e a durabilidade que o mercado exige.

A Pecol PowerTools começou a ser desenvolvida por uma equipa de engenharia de produtos especializada em Ferramentas Eléctricas há cerca de cinco anos mas, mais intensivamente, nos últimos três anos. “Trabalhávamos com marcas de multinacionais e sentimos que existia uma grande diferença na oferta. Existem as grandes marcas europeias e depois existem as de primeiro preço de qualidade muito duvidosa”, explica.

Para António Novais, a marca Pecol é uma garantia de qualidade para o mercado profissional a um preço justo. “Lançámos em Maio deste ano e tem sido um sucesso de vendas. Para nós é um orgulho porque nos apresentamos como uma marca europeia cheia de qualidade, sem terem de pagar o preço das grandes marcas”, continua.

Um dos fatores que explica o sucesso do lançamento da marca Pecol PowerTools é o Serviço de Assistência Técnica (SAT) próprio, que leva os clientes a confiarem cada vez mais caso surjam problemas (o que acontece sempre neste tipo de produtos). O SAT da Pecol PowerTools tem um apoio ao cliente dedicado e mais do que triplicou de instalações, criando, assim, todas as condições para um serviço rápido e eficiente. O facto de ser um serviço dentro de portas garante um maior controlo em todas as máquinas que requerem reparação e/ou manutenção, isto agrada aos clientes. “O nosso objetivo não se esgota em vender as máquinas, queremos um serviço dedicado que nos garante fidelizar clientes. Deste modo garantimos um serviço integrado para o cliente, desde a venda da máquina, a assistência técnica e, também, o fornecimento de todos os consumíveis/acessórios necessários”, refere António Novais.

Graças ao sucesso da marca e da dedicação de toda a equipa, a empresa está já a preparar uma nova gama para complementar o que já oferece e continuar a satisfazer as necessidades dos milhares de clientes que confiam na Pecol.

30 Milhões de euros em “stock” e um crescimento de 15%

O Grupo Pecol contempla a Pecol – Sistemas de Fixação, a Pecol Automotive, a RETSACOAT e Sermocol.  “Cada uma delas tem de ser autosuficiente. Tem de gerar receitas fora do grupo para que se torne sustentável. Isto torna o grupo muito mais saudável. (…) O facto de nós produzirmos permite-nos assegurar um bom serviço e qualidade dos nossos produtos”.

A Pecol – Sistemas de Fixação detém um “stock” de 30 milhões de euros (a preço de venda) o que se traduz na garantia de bom serviço. “99% das encomendas que chegarem até às 16 horas são recebidas pelos clientes no dia seguinte. Os nossos clientes quase que se podem dar ao luxo de encomendar de um dia para o outro. Em 2018, foram 12 mil os clientes em Portugal que nos compraram. Quando este número de clientes nos compra é porque somos bons. E sermos bons significa termos bons produtos com inovação e naturalmente, a um preço competitivo”.

Em 2019, estima-se que a Pecol – Sistemas de Fixação tenha um crescimento de cerca de 15%. “Estes 15% implicam um crescimento de mais 4 milhões de euros em relação ao ano passado. Nos últimos 4 anos, crescemos mais de 40%. Estar a crescer dois digitos ao ano, há vários anos consecutivos, numa empresa que já tem 36 anos e com um mercado que não está a crescer… Nós estamos a conquistar quota de mercado”.

Incentivo à investigação 

O Grupo Pecol possui protocolos com as Universidades de Aveiro, de Coimbra e do Porto, com vista a apoiar e incentivar os alunos no desenvolvimento de produtos. “Temos de apoiar quem? Acreditamos que não é preciso ir ao estrangeiro buscar inovação. Nós temos engenheiros e investigadores tão bons ou melhores em Portugal. Apenas precisamos de lhes dar condições para que não saíam do país. Não faz sentido deixá-los sair para depois ir lá fora buscar a inovação que era nossa. Isso não faz sentido nenhum”.

Tendência para os próximos cinco anos

Questionado sobre a perspectiva para os próximos cinco anos, António Novais afirma convictamente, “se lhe disser que estamos a ampliar o armazém, que mais do que duplicámos a parte fabril e que temos as instalações do terreno ao lado compradas que nos permitem duplicar a capacidade de armazenamento… Isto responde-lhe?”.

Entrevista no Suplemento de Economia do Diário de Aveiro – 29.09.2019